
Ao falar em Baile
Nostalgia não se pode deixar de mencionar em Osvaldo Pereira, o 1º DJ do
Brasil, o 1º maestro eletrônico que tocava músicas de época com seus aparelhos
e caixas acústicas, os mais variados estilos musicais, desde aqueles mais
nostálgicos até os mais contemporâneos.Há mais de 50 anos,
seu Osvaldo iniciava sua carreira de até então Disque-Joquei, na qual pilotaria
seu toca-discos de "alta fidelidade", tendo como lema a seguinte
mensagem: “O DJ deve ter sensibilidade para mostrar o que o pessoal quer
dançar”.
História
Aos 22 anos, em 1954, após completar um curso por correspondência de rádio e TV promovido pela National School, dos EUA, seu Osvaldo ganhou um emprego na Eletro Fluorescentes Arpaco Ltda., loja de equipamentos eletrônicos no nº 209 da r. Guaianazes, na esquina com a R. Vitória, em São Paulo.O dono do estabelecimento, um armênio simpático que falava cinco línguas e atendia por Sharom, foi com a cara do tímido Osvaldo e delegou-lhe uma importante tarefa: “Ele queria que montássemos amplificadores de alta fidelidade, que estavam chegando ao mercado”.
A abastada clientela de Sharom voltava das viagens ao exterior com equipamentos de última geração e levava à loja para que Osvaldo montasse e construísse caixas de som adequadas. “Nós aproveitávamos para tirar cópias do diagrama [a estrutura do equipamento e suas peças]. Aí fazíamos nós mesmos aparelhos iguais e vendíamos na loja.”Apaixonado por música, seu Osvaldo aproveitou o conhecimento adquirido na loja para construir seu próprio equipamento de som: um sistema de som de alta fidelidade.
Aos 22 anos, em 1954, após completar um curso por correspondência de rádio e TV promovido pela National School, dos EUA, seu Osvaldo ganhou um emprego na Eletro Fluorescentes Arpaco Ltda., loja de equipamentos eletrônicos no nº 209 da r. Guaianazes, na esquina com a R. Vitória, em São Paulo.O dono do estabelecimento, um armênio simpático que falava cinco línguas e atendia por Sharom, foi com a cara do tímido Osvaldo e delegou-lhe uma importante tarefa: “Ele queria que montássemos amplificadores de alta fidelidade, que estavam chegando ao mercado”.
A abastada clientela de Sharom voltava das viagens ao exterior com equipamentos de última geração e levava à loja para que Osvaldo montasse e construísse caixas de som adequadas. “Nós aproveitávamos para tirar cópias do diagrama [a estrutura do equipamento e suas peças]. Aí fazíamos nós mesmos aparelhos iguais e vendíamos na loja.”Apaixonado por música, seu Osvaldo aproveitou o conhecimento adquirido na loja para construir seu próprio equipamento de som: um sistema de som de alta fidelidade.
Orquestra Invisível
Com o potente
aparelho, em meados de 1958 ele foi convidado a colaborar com o som de
casamentos e de aniversários na região da Vila Guilherme (zona norte de SP).
Ali passou a ficar como “efetivo” no manuseio das bolachas.Era ele quem comandava
as músicas do início ao fim das festas e utilizava seus toca-discos para
embalar e os donos de salão solicitavam faixas dos discos que queriam ouvir,
sem critério, ordem ou constância com o intuito de apenas animar a festa.
No ano seguinte, foi
chamado para tocar em um “piquenique” em Itapevi (Grande SP) - entre aspas
porque esse piquenique não envolvia cesto de comida, toalha na grama e clima
romântico. “Piquenique era uma espécie de rave da época.”
A fama de Osvaldo
Pereira crescia no circuito “clubber” da São Paulo do final dos anos 50. Ganhou
o cargo de DJ oficial do Club 220, que rolava nas tardes de domingo no 17º
andar do edifício Martinelli, centro de SP. Batizou suas
performances de Orquestra Invisível Let’s Dance -depois alterada para High
Fidelity Let’s Dance. O passo seguinte foi uma residência aos sábados à noite
no salão Ambassador (hoje Green Express), na av. Rio Branco.
A carreira de DJ de
seu Osvaldo durou dez anos. Em 1968, deixou os toca-discos para trabalhar na
Philco para sustentar a mulher e os cinco filhos (depois, casou-se novamente e
teve mais dois filhos).
Após 1968, ele voltou
a discotecar por duas vezes. No lançamento do livro “Todo DJ Já Sambou”, em
2003, e em uma noite no extinto clube Soul Sister, no Itaim Bibi,em2005. Hoje
aos 73 anos, Osvaldo Pereira volta a pilotar um toca-discos em bailes e, junto
com seus discípulos, os filhos DJ Tadeu e DJ Dinho, não deixam a musica parar,
continuando a fazer todos curtirem os bailes e o agito de antigas e novas
gerações.

